
Paisagem
Que paisagem rara,
oh, noite tão clara!
A Lua mostrara
toda a sua cara.
Escuto uma arara
sob a Guanabara...
É o som de uma arara?
Não. Era a Iara
que cantava para
mim, como eu sonhara,
cravando uma vara
lá, onde não sara.
Que paisagem rara,
os olhos de Clara.

Postado por
P.H. Wolf
às
21h32
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Não Sossego (a Camila Aguiar)
Dane-se.
O amor não pode ser
só isso que eu vejo.
Há de se beijar hoje, amanhã,
domingo,
e sobretudo (é amor, Carlos, não é outra coisa)
às segundas feiras. Sobretudo beijar às segundas feiras.
Me matar sempre.
Ressucitar de três em três dias.
Sem reservas. Não há bodas, nem haverá.
Ah, o que eu necessito é caminhar
eufórico e horizontal,
ser outra palmeita, ter outro grito,
um grito que só ela ouvirá
na alcova,
quando as luzes (quase) todas se apagarem.
E daí que o amor é sempre triste?
Mais triste é não amar.
Isso, todo mundo sabe.

Postado por
P.H. Wolf
às
05h41
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E esse sou eu :
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