Tudo é festa!
Quando te conheci naquela festa,
teu peito penetrava no meu cerne,
nada mais existia, apenas tu,
Dênnis, senhor de toda aquela roda.
Depois tomamos juntos uma soda
e um raio, como o de um Caramuru,
fulminou minha vista, e vi-te nu,
em roupa de índio, que não sai de moda.
Ah, uma coisa eu te garanto, Dênnis,
um dia nosso amor será normal,
e, embora nunca unamos nossos genes,
bem gozaremos juntos, afinal,
sua mão eternamente no meu peito,
minha boca para sempre no seu par.
Postado por
P.H. Wolf
às
10h47
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Fractal
Há uma fascinação afrodisíaca
em tudo o que é desconhecido.
Por isso alegro-me em não conhecê-la.
Intuo
uma cicatriz invisível
brilhando sob seu umbigo, sua testa,
sob seu nome.
Sinto meus chacras latejarem
ao ver seus cabelos negros,
uma antecipação. Desejo
de ver sua alma
nua
, fotografia kirlian,
pôster central
de uma revista espiritualista.
Vejo
olhos mais negros que o cabelo,
tristes, plácidos. Satisfeitos
em fantasiar suas pequenas
mortes, orgasmos
lentos, sem medo,
inevitáveis.
Não há mais nada. O Sol
vem vindo. Que fazer?
Durma bem.
Postado por
P.H. Wolf
às
10h41
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